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domingo, 18 de abril de 2010

Depois de fortes chuvas a capital baiana volta aos poucos a rotina

O tempo na Bahia neste final de semana se acalmou e agora é hora de rever todos os estragos feito pela chuva. A chuva que chegou na capital baiana, veio com intensidade, alagando ruas e casas, levou tudo o que encontrou pela frente.
O mal tempo desabrigou várias familias e a cidade entrou na lista das cidades que pedem socorro. O governador  Jaques Wagner após sobrevoar a cidade de helicóptero na quinta-feira, declarou estado de emergência em Salvador.
No bairro de Vila Canária 2 crianças morreram soterradas em um deslizamento enquanto dormiam em um quarto onde a parede desabou em cima delas. Outra vitima foi Raimundo de Jesus Ramos, 39 anos, que foi encontrado morto após cair da ponte de um riacho, o qual estava sem proteção na cidade de Feira de Santana.
Em consequência das fortes chuvas na capital e no interior da Bahia, os moradores hoje tentam se acalmar e calcular os prejuízos. Muitas casas foram abandonadas, outras foram derrubadas e ainda há casas que correm riscos de cair e que permanecem são ocupadas por moradores que não tem para onde ir.
Não houve cidade que não sofreu abalos com as fortes chuvas. Em Salvador 3 dias choveu o esperado para o mês inteiro de abril. A cidade saiu da rotina e viveu um caos, as aulas nas escolas foram suspensas com tempo indeterminado de retorno, o trânsito parou nas principais ruas e avenidas, onde muitos carros foram abandonados e outros ficaram ilhados, árvores cairam e em alguns pontos da cidade o nível da água subiu tanto que havia preocupação que alcançase a rede elétrica e houvesse riscos de choques elétricos. Algumas cidades como Lauro de Freitas a população começou a utilizar barcos como meio para se locomover. A cidade de Lauro de Freitas, Feira de Santana, Santo Amaro são algumas das 25 cidades em estado de emergência na Bahia.

Hoje a Bahia entra para a história com a pior chuva de todos os tempos, a qual deixou marcas irreparaveis como a morte de pessoas e o desespero de quem não tem para onde ir, pessoas que perderam o pouco que tinha, e que no momento só pode salvar sua própria vida.

 


Fonte: fotos do Jornal a Tarde online: http://www.atarde.com.br/ e do programa Acorda Cidade Online: http://www.acordacidade.com.br/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sobe para 589 o número de mortes no terremoto da China




O número de mortos na tragédia que devastou a provincia de Qinghaia , já elevou para 589, e cerca de 10 mil feridos.O Ministério de Relações Civis decidiu que os recursos alocados pelos departamentos financeiros do país devem ser entregues às áreas no máximo 24 horas após o tremor, diz a agência.
Os departamentos de auxílio a desastres começaram um "programa de emergência de primeira classe".
As buscas continuam.Já foram retiradas 900 pessoas com vidas dos escombros.
O Ministério de Segurança Pública deslocou 1.775 bombeiros, 460 policiais e 160 profissionais de saúde de outras Províncias e regiões para os locais atingidos pelos tremores, com equipamento para detectar sobreviventes e cães farejadores, de acordo com a Xinhua.

Muitos moradores utilizam as próprias mãos vasculhando pelos escombros em busca de sobreviventes.os atendimentos estão feito ao meio da rua mesmo, ou em algum acampamento montado pelos soldados.O maior receio é que ocorra mais tremores.
Muitas estradas e pontes foram completamente destruídas o que dificulta nos resgates.Alguns lugares nenhuma casa ficou em pé para contar história, tudo foi destruído em questão de minuto.Uma das maiores preocupações é a noite já que a temperatura chega a ficar abixo de zero, e a população ainda se encontra nas ruas, desabrigados, sem saber para onde ir.O governo chinês enviou cinco mil barracas e 100 mil cobertores e peças de roupa.

Terremoto deixa China em pânico

O terremoto que atingiu a província Qinghai, na região autônoma tibetana Yushu, no noroeste da China,  (horário local) deixou cerca de 8 mil pessoas feridas e já foram resgistradas cerca de  400 mortes.
O terremoto teve magnitude 6,9 na escala Richter, segundo USGS (Instituto Geológico dos Estados Unidos, sigla em inglês.A região faz fronteira com o Tibete, é uma área rural montanhosa e habitada por camponeses, nômades mongóis e tibetanos.
O platô tibetano costuma ter um elevado número de tremores. Em 2008 os terremotos na provincia chinesa de Schuam, constataram 87 mil mortes.
Segundo a mídia chinesa, autoridades do condado de Yushu, uma área próxima ao epicentro, disseram que mais de 85% dos prédios da região foram derrubados pelo tremor. A população chinesa saem as ruas a procura de familiares e amigos.
Cerca de 700 soldados e voluntários vasculham os escombros na busca de sobreviventes e estimam-se que mais mil soldados devem ser enviados para o resgate.
Com o desabamento das casas as muitas pessoas foram soterradas.Há feridos por toda parte,mas o problema para o melhor atendimento as vítimas é a falta de medicamentos e médicos.
Segundo uma matéria publicada na Folha Online o papa Bento XVI pede solidariedade e afirma que seu pensamento estava voltado as vitimas do terremotos ocorrido na China, "Rezo pelas vítimas e estou espiritualmente ao lado das pessoas atingidas por tão grande calamidade. Por isso, imploro a Deus que alivie o sofrimento e conceda forças a todos nesta adversidade e desejo que não falte solidariedade comum".

sábado, 10 de abril de 2010

Recomeçar é preciso e difícil

Dor, solidão, angústia, medo, fim das esperanças, é tudo o que restou aos sobreviventes do deslizamento do Morro Bumba em Niterói, região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A tragédia ocorrida no dia de 05 de abril devido a ocorrência das fortes chuvas, já é considerado o pior caso de deslizamentos de terra e a pior chuva nos últimos 44 anos no Rio de Janeiro. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados indicam que a quantidade foi a mais elevada desde 1962, há 48 anos, quando foi registrado o maior volume em único dia pela série histórica - a medição é feita desde 1917.
Até este sábado (10/04) já foram localizados mais de 210 corpos vitimas do deslizamento de terra no Morro Bumba. As buscas ainda continuam.







Riscos



Ainda há riscos nas proximidades. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou neste sábado que determinou a retirada 'imediata' dos moradores do morro do Céu, lixão em Niterói vizinho ao morro do Bumba, onde cerca de 30 corpos soterrados já foram resgatados.




Recomeçar






Vivendo ainda o pesadelo os sobreviventes do deslizamento terão que retomar suas vidas do ponto zero. Documentos, objetos pessoais, residência, nada restou, tudo foi levado pelas fortes chuvas. Raros os que conseguiram resgatar alguma coisa.

Sem saber para onde ir, moradores ficam desabrigados, sem orientação.

Pais com esperança de encontrar seus filhos, crianças perdidas, familiares que ainda esperam até os últimos instantes por alguma resposta positiva da equipe de bombeiros no resgate as vitimas, tudo o que acontece no Morro está sendo acompanhado por pessoas que ainda tem alguma esperança, mesmo que seja apenas o corpo de familiares.






Resgates




As buscas são constantes. São 50 profissionais que trabalham no morro do Bumba se revezam em turnos de 24h ininterruptas.

Os trabalhos dos Bombeiros não é nada fácil visto que eles têm que prever aonde estão as vitimas para começarem as escavações.Para isso os bombeiros precisam de orientações dos moradores onde se localizavam as vitimas.

Segundo comandante do Grupamento de Busca e Salvamento, Ricardo Loureiro, que trabalhou nos dois episódios passados e está participando do resgate no Bumba, o ocorrido é pior do que no terremoto do Haiti e no desabamento em Angra dos Reis.

Loureiro acredita que seja difícil encontrar vítimas com vida no Morro do Bumba. No entanto, afirmou que o trabalho dos bombeiros é sempre com o foco em sobreviventes.



A responsabilidade



O morro Bumba era uma área de depósito de lixo. Era um verdadeiro lixão onde os caminhões não paravam de depositar lixos.Permaneceu sendo lixão por cerca de 15 anos.Com o passar do tempo as pessoas foram se abrigando nas proximidades e quando se deram conta o lixão passou a ser uma favela, era um morro, no qual as casas foram construídas de forma irregular em cima dele.As casas se multiplicaram sem controle.

A grande questão não foi exatamente esse aglomerado de casas de forma irregular, mas sim a fiscalização e o impedimento daquelas construções. O que se notou foi exatamente ao contrário, foi o incentivo da permanecia e o crescimento daquela moradia, visto que havia escolas e até mesmo ruas que levavam ao alto do lixão eram asfaltadas.



Solidariedade



A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio de Janeiro informou que já foram arrecadadas 20 toneladas de doações para as vítimas das enchentes e deslizamentos nos postos de recolhimento.

O clube Canto do Rio, em Niterói, pede para as doações se concentrarem em sucos de caixinha, frutas, leite, açúcar e pão. Os organizadores da campanha informaram que são utilizados 500 pacotes de pães por dia. O Instituto Abel, também em Niterói, está recolhendo donativos e pede açúcar, sal e água.

Veja onde fazer as doações :

http://campanhas.acaoglobal.globo.com/category/postos-de-coleta/baixada-fluminense/