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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pequenos detalhes e grande diferença na novela Viver a Vida

Manoel Carlos escritor da novela da Rede Globo, Viver a Vida conseguiu alertar a população sobre a falta de preparação do nosso país em relação as pessoas com deficiência fisíca.
A personagem Luciana interpretada pela atriz Aline Moraes, alertou o país como um deficiente físico pode ter uma vida normal, ir a diversos lugares, casar e até mesmo ter filhos.
Ótima a iniciativa de Maneca nessa novela, porém o único detalhe, detalhe este por sinal ser bem relevante é que a personagem era rica, tinha condições para ter uma vida confortável, com uma enfermeira particular, com fisioterapia entre outras assistências que a tornasse mais resistente e  ou garra pare enfrentar o tamanho problema.
A novela realmente foi bem trabalhada, com motivações e superações contadas ao final de cada capítulo em uma história real vivida por algum deficiente.A ai tudo perfeito.Agora me questiono a que blico realmente o autor queria atingir.Se pararmos para analisar a população se comoveu com a história da personagem, o que nos leva a crer que éramos o público alvo, éramos de maior importância, o qual iríamos conhecer que a vida de um cadeirante é difícil, mas no entanto ainda se existe possibilidade para ser feliz.Podemos pensar também que a novela também chamou atenção aos governantes e responsáveis por órgãos de adaptação para essas pessoas especiais.Mas e nos deficientes alguém pensou?
Fico imaginando como se sente uma pessoa cadeirante de classe média, ou baixa que assisti a uma novela a qual ver uma personagem a sua semelhança, porém de classe alta., e que todo aquele conforto e condições e adaptações para sua melhor locomoção.
Como deve se sentir a pessoa que está em uma cadeira de rodas e não tem nada daquelas possibilidades de Luciana? Creio que frustradas de não ter a mesma sorte.
Relembrando alguns momentos da novela, percebemos que verdadeiro amores realmente existem(ou não?). Bem, pelo menos o amor de Miguel e Luciana era verdadeiro mesmo, analisados aos amores de hoje em dia, e para isso é só analisar que só um verdadeiro amor é capaz de passar por cima dos maiores obstáculos e somente um homem como o Miguel seria capaz de em uma lua-de-mel cuidar tão bem de sua amada. Digo cuidar tão bem, pois o que se passou na novela foi que eles viajaram para a lua-de-mel a sós, o que implica dizer que ele cuidou dela direitinho, desde o banho, a alimentação e até nas horas das necessidades fisiólogicas (pelo menos é o que o telespectador imagina ).E ai será que ainda existem esses verdadeiros amores, ou só na novela? E se existem por quanto tempo duram? Pelo menos o da personagem parecia que ia durar a vida inteira, afinal a novela era Viver a Vida.
A novela foi tão marcante que as pessoas esqueceram de comentar muitos épsodios, inclusive o último capítulo da novela que por sinal não teve surpresa alguma, ao menos a revelação do filho da personagem Dora, interpretada por Giovana Antoneli, a qual era vilã e não sofreu nada na novela.Cena vital da novela foi o nascimento dos gêmeos de Miguel e Luciana. Incomodou um pouco o fato de a modelo ter descoberto no mesmo capítulo que estava grávida e, em seguida, já saber o sexo dos filhos e dar à luz. A rapidez dos fatos acontecidos na novela parecia que muita coisa havia mudado de roteiro.A trilha da personagem Luciana fechou os olhos de muitas pessoas, que passaram despercebidas em alguns fatos da novela.







domingo, 9 de maio de 2010

A poderosa mídia controlando milhares de mentes

Se você é um ouvinte, telespectador, ou leitor que tudo absorve e nada questiona, parabéns, pois você é o público predileto para a mídia que adere o sistema de manipulação.
O tempo agora é das eleições, época a qual todos os políticos são bonzinhos, segura criancinhas no colo, e os abraços com o eleitor são calorosos a dar a impressão que já são íntimos ou amigos de longas datas, e é exatamente por esse tipo de comportamento pré eleição que devemos desde já observar a personalidade dos nossos futuros governantes.
Todo mundo já está careca de saber que conversa bonita e promessa é o que não falta nas conversinha de um político, porém o apoio direto dos meios de comunicação está bastante visível. Os meios de comunicação de massa: o rádio, a TV, os jornais, as revistas tem o papel fundamental de informar, porém no Brasil a poderosa mídia desempenha mais um papel ideológico que informativo e exatamente esse assunto abordado no livro A Síndrome da Antena Parabólica do  professor de Jornalismo Bernardo Kucinski.
Segundo Kuscinski, a folha de São Paulo é hoje o jornal mais lido menos amado dos jornais brasileiros. A folha não só reconhece que não é estimada como manipula conscientemente o que pode ser chamado de marketing do ódio.
O impacto da mídia no cotidiano das pessoas é evidente. Muitas recebem informações, as passam, discutem sobre elas sem ao menos terem formado a sua opinião. Apenas passam adiante as informações com a conclusão e análise que já receberam prontas e defendem a idéia fielmente. Assim também acontece na política. A mídia trabalha, transforma e muda opiniões, impossibilitando que as informações cheguem aos cidadãos de maneira totalmente correta, ou seja, do mesmo modo que saiu da fonte, dificultando que estes possam, aliando com sua carga de conhecimento, assimilar e chegar a conclusão do que acreditam e/ou não, ser melhor para si.
A mídia na campanha presidencial foi extremamente decisiva para a derrota de Lula. Nesta época tudo era pensado, analisado minuciosamente, como podemos analisar na citação de Bernardo Kucinski:

“Os barões da mídia operaram num quadro de decadência da reportagem no jornalismo brasileiro, de redução de sua capacidade analítica e de memória histórica, devido ao afastamento de jornalistas mais antigos e especialmente, de perda de sua demarcação ética, na medida em que muitos jornalistas passaram a trabalhar indistintamente também como assessores de imprensa e relações públicas.Os jornalistas mais jovens desconheciam os fundamentos éticos da profissão e a sua importância numa sociedade que dava os primeiros passos na direção democrática e na construção da cidadania.”
A idéia da mídia era buscar alguém que pudesse derrotar Lula, sendo assim os jornais e revistas não se intimidaram em publicar suas opiniões e frases que iludissem a população a favor de Collor e é exatamente a revista Veja que lança a expressão”a praga dos marajás”, citando o então governador de Alagoas, Feranando Collor, que se colocara a campo combatendo o empreguismo em seu estado.A Veja deu prioridade a capa a Collor com a frase”o caçador de marajás”. Era com essas frases que a revistas e os jornais de forma bem sutil ia fazendo a imagem dos canditados de jovens honestos que iriam combater a corrupção.Não foi somente a veja que glorificou o Collor, a Rede Globo de Televisão popularizou e massificou o mito”Collor, o caçador de marajás”.
Ainda nesta eleição a Globo falseou o resultado das urnas nas eleições do Rio de Janeiro, por meio de um programa de computador que subtraía nas totalizações parte dos votos do candidato Leonel Brizola. A fraude foi descoberto graças ao Jornal do Brasil, rival do jornal O Globo, que denunciou. Nesta disputa presidencial de 1989 , Roberto Marinho ajudou a criar e a eleger o candidato da sua preferência, neste caso o Fernando Collor.Foi exatamente com as palavras chaves como “marajás”, que detectadas por pesquisas de marketing político, que não precisou nem debater propostas de governo.
Com a chegada de Lula ao segundo turno, a população ficou assustada e lançou a campanha de terrorismo ideológico e da desclassificação de Lula, neste momento os jornais foram de suma importância. A rotina de fechamento da cobertura política dos jornais foi modificada. As matérias anti-PT se tornaram diárias no jornal O Estado de S.Paulo. O jornalista polêmico com suas criticas, Paulo Francis, também deixou sua marca no Folha de São Paulo sobre a eleição de 1989. Paulo Francis era um jornalista que não tinha "papas na língua", falava o que pensava, sem medo e ainda ousava em colocar apelidos em qualquer um. Suas palavras por muitas vezes eram pesadas, preferencialmente voltada para ofensas.
O que estava claro nas eleições era a unanimidade a favor de Collor.Tanto os jornais quanto a televisão possuem públicos diferenciados, mas ambos podem ser influenciados pela mídia, e assim foi feito. Por serem concessões públicas os meios de comunicação de massa podem apoiar candidatos, desde que não sacrifiquem a informação.
A Globo valeu-se da falsificação do último debate, fraude decisivo na inversão da tendência eleitoral que mostrava Lula atropelando Collor nos últimos dias de campanha.



Nas eleições de 1994, também não foi diferente a influência da mídia para derrubar um candidato e apoiar outro.
Durante todo esse período, os meios de comunicação trabalharam no sentido de minimizar a importância de Lula e das pesquisas sem perder oportunidades de desqualificá-lo.
Os apelidos críticos também surgiam entre os próprios candidatos, servindo como base para os jornais para minimizar ainda mais o Lula. O PDT de Brizola, apelidou o Lula de “Sapo Barbudo”, e daí então esta frase marcou toda a campanha eleitoral de 1994.
A mídia não perdeu tempo para enriquecer a candidatura de Fernando Henrique com suas colocações e elevações de favorecimento. ”O príncipe da sociologia brasileira”, assim FHC era chamado pela imprensa, devido a sua formação superior, sendo o posto já estigmatizado operário Lula. Foi bastante notório a forma de criticar e iludir a sociedade que a mídia declarou através de apelidos: o príncipe da sociologia brasileira, versos “O sapo barbudo”, o seu real interesse e preferência por seus futuros governantes. Desta vez não foi preciso comprar jornalistas como ocorreu nas eleições de 1989, já que os era natural o alinhamento por Fernando Henrique dos proprietários de jornais.
Não há dúvidas de que a mídia muito contribui para a sociedade, mantendo-a atualizada dos acontecimentos, tornando-se verdadeiro instrumento de controle do poder exercido pelas mais diversas autoridades, mantendo o público vigilante.
No entanto, seu papel tem tomado proporções relevantes que, por vezes, são prejudiciais à sociedade, como a tendência ao “sensacionalismo”, que gera a falta de credibilidade das informações transmitidas.
Analisados os prejuízos trazidos pelo “sensacionalismo”, a mídia preocupou-se em transformá-lo em “realismo”, de forma que investiu bruscamente no chamado jornalismo investigativo, buscando transmitir os fatos da maneira que ocorrem, gerando verdadeira “caça ao tesouro” entre os jornalistas, que disputam a exclusividade dos fatos de relevância social.
A realidade é que o poder da mídia deve ser controlado pelos ditames constitucionais pois, atualmente, ela invade os papéis do Estado, exercendo atividades investigatórias, apurando crimes e, indiretamente, condenando pessoas.
Observe a capa da revista Veja da edição 2161 / 21 de Abril de 2010, e analise o maior destaque para o candidato Serra e verifique o pequeno nome de da candidata do PT, Dilma Rousseff logo acima.
Se ainda há dúvidas que a mídia manipula sua mente que tal da uma olhadinha no candidato que ela já exibe como seu preferido, mostrado pela revista VEJA, e analise todos os pontos positivos que ela oferece, os negativos ficarão apenas por conta da sua pesquisa, pois ela omite: http://veja.abril.com.br/210410/com-casa-ordem-serra-vai-luta-p-062.shtml




quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cresce o número de mortes de jornalistas e diminue o apreço pelo jornalismo

Segundo a publicação do jornal online R7 Notícias nesta quarta-feira (28) "ao menos 42 jornalistas ao redor do planeta foram mortos este ano até agora e os governos devem agir para proteger os repórteres e punir os assassinos, disse um organismo global de proteção à imprensa".
O que estamos cansados de ver hoje em dia é profissionais de jornalismo sendo cada vez mais cobrados pela sociedade e menos reconhecidos. Queremos cada vez mais a notícia completa, a notícia de forma clara, e que seja passada de forma criativa, (claro!) pois nada adianta  um jornalismo pobre, que não abra caminhos para reflexões, que não nos envolva e apenas noticie e encerre alí mesmo. É exatamente nesta busca frequente de informações que o jornalista cria em sim um ato heróico e sai enfrentando tudo, e todos para trazer um jornalismo rico em detalhes, que o leitor não precise fazer perguntas a mais devido a sua riqueza e objetividade nos textos. Mas aí surge a pergunta: de que adianta esse sacrifício todo se no final de todo trabalho nem serão reconhecidos, apenas criticados e cobrados mais e mais? Quem irá reconhecer todo o perigo de algum jornalista? Quem irá proteger aquele profissional que o leva a notícia do dia? Pelo visto o crescente número de jornalistas mortos nos leva a crê que sua vida está cada vez mais comprometida, não há mais segurança.
Agora imaginemos quem são essas vitimas. Certamente elas não seriam um jornalista qualquer, ou um jornalista que tem medo de encarar a realidade. E ligando um elo a outro pensaremos mais um pouco e nos questionaremos se os jornalistas que morreram tinham diploma, e se não o tivesse será que eles cumpririam o papel jornalistico de levar a matéria prontinha correndo risco, ou investigando minuciosamente os fatos com o único medo de ser pego e ter que pagar com sua própria vida.
O Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (Insi) informou que abril foi o mês mais violento para a imprensa em cinco anos, com 17 jornalistas mortos, num índice de dois a cada três dias.
Enquanto novas mortes de jornalistas acontecerão ainda por todo o mundo, aqui no Brasil em especial profissionais de jornalismo ainda continuam aguardando o mínimo de apreço pela profissão, já que diploma jornalistico não é de tão importância, visto que foi declarado a liberdade de expressão. Aqui no Brasil, se esse número de mortes de jornalista começar a acelerar concerteza ninguém mais irá querer correr riscos, e quem sabe assim a sociedade dará mais valor a essa profissão.